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Conheça bancos digitais criados para consumidores específicos

    Recentemente, grandes bancos tradicionais brasileiros vem perdendo estabilidade por novas  fintechs de bancos digitais, e além de tudo estas empresas de tecnologia financeira apostam na customização e consolidação de soluções para públicos diferentes. Porém, segundo os dados do Banco Central, desde 2017 a concentração da indústria bancária do país apresenta tendência de declínio. Mas, o último levantamento desde 2020 mostra que a participação dos bancos tradicionais federais caiu, sendo eles Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

    Contudo, de acordo com o Banco Central, de 2018 a 2020 as parcelas de crédito e empréstimos dos bancos tradicionais caíram considerado os ativos totais. Contudo, a participação de mercado do BNDES, Caixa e BB nos setores bancário e não bancário caiu de 41,3% para 37,5%. Consequentemente, os depósitos totais das duas primeiras também diminuíram, de 37,7% a 31,4%.

    Entretanto, com a pandemia, a necessidade de acesso as plataformas digitais de bancos se tornaram necessárias, especialmente após a criação do auxílio emergencial que foi disponibilizado para pessoas em situação de desemprego perante a crise econômica. Por isso, o número de pessoas que não possuem bancos desceu para 73%. E as fintech atuais estão expandindo e desenvolvendo bancos especializados para diversos segmentos. Agora, veja na lista abaixo instituições especializadas em atender grupos de diferentes pessoas.

    • Pride Bank

    Primeiramente, é importante saber que o Pride Bank é atualmente o primeiro banco no mundo voltado para o público LGBTQIA+, e tem como objetivo atender a esse determinado grupo. Todavia, é necessário saber que o banco digital destina 5% dos ativos total a ONGs, públicos e ações LGBTQIA+. Porém, 5% também são colocados em atividades voltadas a auxiliar esse determinado grupo.

    Agora, o banco finalizou os testes em agosto de 2020 e passou a aceitar novos correntistas. Um dos diferenciais são os nomes sociais que podem ser utilizados nos cartões emitidos pelo Banco Pride, evitando o constrangimento de travestis e transexuais.

    • D’Black Bank

    Para empreendedores negros a fintech D’Black Bank concentra-se em empresários negros, fornecendo cartões de créditos e materiais educacionais para impulsionar a liberdade econômica de pessoas na comunidade negra. Mas, a empresa também se posiciona como uma empresa social que busca justiça econômica e está empenhada em promover o espírito empreendedor e inovador para as pessoas afrodescendentes.

    • Neagle Bank

    Incialmente, esse banco foi fundado para jovens menores de idade. A instituição de tecnologia financeira Trampolin criou o NeagleBank para oferecer contas digitais ligadas à uma conta corrente de um adulto, onde você pode obter mesadas, transferir dinheiro, comprar jogos online e obter cartões pré-pagos.

    Inicialmente, para abrir a conta do adolescente, um adulto deverá ser registrado como responsável. A agência foi desenvolvida com a colaboração de alguns usuários do YouTube, entre eles Victor Trindade e Gabriel Soares e agora, conta com mais de 110 mil usuários de acordo com os dados de 2020.

    • Paws Bank

    Estas contas jurídicas são para empresários e donos de animais de estimação. No qual, fundado no mês de março, o Paws Bank é atualmente o único banco digital a oferecer benefícios às contas legais de donos e empreendedores do segmento. Como a instituição mesmo afirma, as contas são 100% digitais. Além disso, o banco coopera financeiramente com ONGs voltadas as causas animais, e também oferece empréstimos facilitados para procedimentos cirúrgicos em animais que estão em estado de emergência.

    Para concluir, após consulta, o Banco Central informou que nenhuma das três empresas é registrada na instituição. Mas, que podem operar sem autorização prévia. Nestes casos, apenas quando a empresa emite dinheiro eletrônico ou ferramentas pós-pagas, certifica ou inicia transações de pagamento, o selo institucional é exigido.

     

    Veja também: Empresas oferecem aos colaboradores educação e crédito financeiro durante a crise

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