Títulos de renda fixa privada: investidor passa a acompanhar oscilação diária

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Títulos de renda fixa privada: investidor passa a acompanhar oscilação diária

A partir desta segunda-feira (2), os investidores que possuem títulos privados de renda fixa poderão acompanhar o desempenho de suas aplicações financeiras. A mudança poderá ser observada nos extratos de bancos e corretoras.

Algumas das aplicações que devem seguir a mudança são as debêntures, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).

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Regras da plataforma Tesouro Direto

A plataforma é responsável pela viabilização de negociações de títulos públicos pelo investidor pessoa física. A oscilação de títulos prefixados com vencimento em 2029 tinha sofrido desvalorização de 5,5% nos 30 dias encerrados em 7 de dezembro. Por outro lado, os papéis indexados à inflação (medida pelo IPCA) para 2055 oscilava negativamente a 5,06%.

Com a medida, os títulos passam a obedecer ao jargão marcação a mercado. Entenda; os títulos passam a refletir o desempenho diário dos preços nas negociações dos títulos dia-a-dia.

O desempenho, por sua vez, recebe influência da percepção média dos agentes de mercado em relação à empresa que emite o papel em questão. Essa percepção média é traduzida como risco de crédito. O risco de mercado, no entanto, diz respeito ao cenário geral; macroeconômico.

Impacto nos investimentos

Os dados mais recentes disponibilizados pela B3 indicam que, ao final do mês de setembro, o montante de investidores na modalidade debêntures, CRIs e CRAs, chegava a 900 mil. O volume de transações efetuadas gerava cerca de R$ 200 bilhões.

Os títulos públicos negociados no Tesouro Direto já seguem a diretriz desde 2002. Outros títulos, como os de emissão bancárias; por exemplo, CDBs e Letras Financeiras, não estão na lista de investimentos que devem ser submetidos à nova regra.

Instituições que devem seguir a regra

Todos os bancos e corretoras do mercado devem seguir a nova diretriz. O Itaú, no entanto, já adota a regra desde meados de 2018. Além deste, os outros bancos passam a adotar a medida a partir de janeiro de 2023.

 

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