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Produção industrial, inadimplência e juros altos no Brasil atual

    Brasil atual

    Imagem ilustrativa – Desenvolvimento da empresas Brasileiras em 2023.

    A produção industrial, a inadimplência e os juros altos no Brasil atual, são três fatores que definem os rumos da economia e nos da perspectiva de como estaremos nos próximos períodos, pois impactam diretamente no dia dia da população e, por isso, se bem resolvidos ajudariam a desenvolver o ambiente empreendedor e a diminuir o chamado custo do Brasil.

    O cenário atual é desafiador para a economia brasileira. A produção industrial está abaixo do esperado, a inadimplência das empresas está aumentando e os juros altos continuam pressionando a economia.

    Dito isso, uma das formas de reverter esse cenário, seria a intervenção do Governo Federal, do Congresso Nacional e Banco Central do Brasil, tomando medidas que possibilitassem a redução dos juros e a melhoraria do ambiente de negócios. Além disso, seria importante que as empresas buscassem alternativas para reduzir seus custos e melhorar sua produtividade.

    Ainda no tocante, ao governo medidas, ações e políticas públicas como um maior controle dos gastos públicos; aprovação da reforma tributária; investimento substanciais em infraestrutura e a ampliação do mercado de trabalho seriam hoje fundamentais e imprescindíveis para avançarmos nesta discussão.

    Indústria está no patamar de 2009 e juros altos influenciam no Brasil atual

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    Imagem ilustrativa – Fonte IPEA

    A produção industrial no Brasil atual, ainda não decolou como se esperava no governo Lula, tem apresentado um desempenho abaixo do esperado, com variações negativas em seis dos sete primeiros meses do ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo percentualmente menor que a produção industrial do ano anterior.

    Segundo dados divulgados, em 1/12/203, a produção industrial brasileira está no mesmo patamar de 2009, mais de 14 anos atrás. Além disso, o índice de produção industrial (IPI) de outubro de 2023, ficou em 101,8 pontos, apenas 0,3% acima do registrado em dezembro de 2022.

    Os juros elevados dificultam o acesso ao crédito para empresas, o que impacta no investimento e na produção. Além disso, também tornam o Brasil um destino menos atraente para investimentos estrangeiros.

    Outros fatores que também impactam o desempenho da indústria brasileira são a inflação, a escassez de insumos e a guerra na Ucrânia. A 1ª reduz o poder de compra dos consumidores, o que afeta a demanda por produtos industrializados. A escassez de insumos, por sua vez, dificulta a produção de bens e serviços. A guerra na Ucrânia, por fim, eleva os custos de produção, o que também prejudica a competitividade da indústria brasileira.

    O IBGE estima que a produção industrial brasileira deve crescer 0,6% em 2023. No entanto, esse crescimento é considerado modesto, considerando o potencial da indústria brasileira.

    Para que a indústria brasileira retome o crescimento sustentável, é necessário que o governo tome medidas para reduzir os juros, a inflação e a escassez de insumos. Além disso, também é importante que o governo promova reformas estruturais que melhorem o ambiente de negócios no Brasil.

    Inadimplência de empresas bate recorde em outubro, no Brasil atual

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    Imagem ilustrativa – Serasa Experian

    A inadimplência das empresas também vem aumentando, o que também está pressionando a produção industrial. As empresas inadimplentes têm dificuldade de honrar seus compromissos financeiros, o que pode levar à redução da produção e até mesmo à falência.

    Segundo dados da Serasa Experian, o Brasil registrou recorde de empresas inadimplentes em outubro de 2023. O indicador, que mede o percentual de empresas com dívidas vencidas há mais de 90 dias, atingiu 4,79%, o maior valor desde o início da série histórica, em 2016.

    O aumento da inadimplência das empresas é reflexo de uma série de fatores, incluindo a inflação elevada, a alta dos juros e a queda do consumo. Esses fatores estão pressionando as margens das empresas, que estão tendo dificuldade de honrar seus compromissos financeiros.

    O setor de serviços foi o mais afetado pelo aumento da inadimplência, com um indicador de 5,26%. Em seguida, vêm o comércio, com 4,72%, e a indústria, com 4,56%.

    Para os pequenos negócios, a inadimplência também é recorde, com um indicador de 6,83%. Os pequenos negócios são mais vulneráveis à inadimplência, pois têm menor capacidade de absorção de choques econômicos.

    A Serasa Experian estima que o indicador de inadimplência das empresas continuará a aumentar nos próximos meses, pressionado pela continuidade da inflação elevada e da alta dos juros.

     

    Fatores que estão contribuindo para o aumento da inadimplência das empresas no Brasil atual

    Para evitar a inadimplência, as empresas precisam tomar medidas para reduzir seus custos e aumentar suas receitas. Além disso, é importante que as empresas tenham uma boa gestão financeira, para que possam identificar e tomar medidas para corrigir problemas antes que eles se agravem.

    – Alta dos juros: os juros elevados estão tornando mais caro para as empresas tomarem crédito. Isso está dificultando o financiamento de investimentos e operações cotidianas, o que pode levar ao aumento da inadimplência.

    – Inflação elevada: a inflação está corroendo o poder de compra dos consumidores, o que está levando a uma queda do consumo. Isso está impactando negativamente as vendas das empresas, que estão tendo dificuldade de gerar receitas suficientes para honrar seus compromissos financeiros.

    – Queda do consumo: A queda do consumo está afetando principalmente os setores que dependem do varejo, como o comércio e os serviços. Isso está levando a uma redução da receita das empresas, que estão tendo dificuldade de pagar suas dívidas.

    Análise dos juros praticados no Brasil atual

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    Imagem ilustrativa – Fonte Banco Central

    Os juros altos são um dos principais fatores que estão impactando a produção industrial. As taxas elevados tornam o crédito mais caro, dificultando o acesso das empresas a recursos para investir e expandir suas atividades.

    A taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, foi reduzida para 12,25% ao ano em novembro de 2023, após ter atingido o pico de 13,75% em agosto. Essa redução foi a terceira consecutiva e foi motivada pela desaceleração da inflação, que tem se mantido abaixo da meta de 4,75% para 2023.

    Os juros de 12,25% ainda são altos, mas representam uma melhora significativa em relação aos níveis anteriores. Essa redução deve ter um impacto positivo na economia, estimulando o consumo e o investimento.

    Impactos positivos

    – Aumento do consumo: os juros mais baixos tornam o crédito mais acessível, o que estimula o consumo. Isso pode beneficiar os setores de comércio e serviços.

    – Aumento do investimento: os juros mais baixos também tornam o financiamento de investimentos mais barato, o que pode estimular o crescimento econômico. Isso pode beneficiar os setores da construção civil, indústria e infraestrutura.

    – Redução da inadimplência: os juros mais baixos podem ajudar a reduzir a inadimplência, o que pode melhorar a saúde financeira das empresas e dos consumidores.

    Impactos negativos

    – Aumento da volatilidade do mercado financeiro: os juros mais baixos podem aumentar a volatilidade do mercado financeiro, o que pode dificultar a tomada de decisões de investimento.

    – Aumento da pressão inflacionária: os juros mais baixos podem aumentar a pressão inflacionária, o que pode exigir novas elevações da taxa Selic no futuro.

    Perspectivas para os juros em 2024

    O Banco Central deve continuar reduzindo a taxa Selic em 2024, com a expectativa de que a taxa chegue a 10,75% ao ano no final do ano. No entanto, o cenário econômico ainda é desafiador, com a guerra na Ucrânia e a alta dos preços dos combustíveis pressionando a inflação. Por isso, é possível que o Banco Central tenha que elevar a taxa Selic novamente em 2024, caso a inflação não se mantenha sob controle.

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