Mercado financeiro aumenta estimativa da inflação para 5,38% em 2022

Quem esperava por uma baixa na inflação, em 2022 se depara com mais um aumento na projeção feita pelo Boletim Focus do Banco Central divulgado nessa semana. Segundo essa projeção, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar em 5,38% neste ano.

Entretanto, esses números já vêm subindo há quatro semanas, quando a previsão apontava 5,03% de aumento, um pouco menos que o valor atual. Assim, caso as projeções sejam confirmadas, 2022 será o segundo ano consecutivo em que a porcentagem fica acima da meta que determina a variação da inflação.

Metas para a inflação

Desde 1999, é estipulada uma porcentagem que determina o valor máximo que a inflação pode chegar no período de 12 meses. Quem define esse valor é CMN (Conselho Monetário Nacional), constituído pelo ministro da economia, presidente do Banco Central e secretário especial de fazenda do Ministério da Economia.

O Conselho é responsável por definir em junho a meta de inflação dos 3 anos seguintes. De acordo com as últimas projeções realizadas, para 2022, a meta estipulada é de 3,50%, e o Banco Central fica sendo o responsável em adotar as medidas ideais para cumprir com o valor estipulado.

Para estimar a meta, utiliza-se o IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, de acordo com os dados, em 2023 as projeções apontam que o valor da inflação chegue até 3,25%, um pouco menor comparado ao valor do ano atual. Para 2024, a meta diminui, podendo chegar em até 3% de inflação.

O IPCA em 2021

No ano passado, o IPCA chegou a 10,06%, o maior número registrado desde 2015. Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o que levou o Brasil a superar a meta de inflação em 2021, foi a alta nos preços de produtos básicos (alimentos e petróleo), da energia e a falta de insumos. Portanto, para o próximo ano, o mercado financeiro aumentou a expectativa. Os novos números, que apontam 3,5% de aumento na inflação, já são um pouco maiores do que os da semana passada, quando a projeção era de 3,4%.

Produto Interno Bruto

Além do valor da inflação, o boletim divulgado semanalmente também apresenta as perspectivas do mercado financeiro para outros principais indicadores econômicos do país. Nesta semana, foi apontado um pequeno aumento na projeção do PIB (Produto Interno Bruto) em comparação aos números da semana passada.

Os novos dados apresentam um PIB de 0,30%, enquanto na semana anterior, o valor marcava 0,29%. Há quatro semanas, o boletim previa um crescimento de 0,36% na economia nacional. Com isso, em 2023, o Focus também registra uma diminuição na expectativa de crescimento do PIB, marcando de 1,69% na semana passada para 1,55% na semana atual.

Taxa de juros e Câmbio

Contudo, outro indicador econômico apontado no boletim é a Selic (taxa básica de juros), que em 2022 se manteve estável comparada aos dados da semana passada, ficando em 11,75% ao ano. Entretanto, há quatro semanas, a projeção marcava o valor de 11,5% ao ano.

Atualmente, a taxa está em 9,25% ao ano, e para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em fevereiro, já está sendo sinalizada a elevação da Selic em mais 1,5%. Entretanto, no fim do próximo ano, estima-se que a taxa tenha uma diminuição de 8% ao ano, e para 2024, a projeção chega a 7% ao ano, tornando os empréstimos um pouco mais baratos.

Em suma, para a cotação do dólar neste ano, as expectativas marcam R$5,60, enquanto para 2022, é esperada uma alta no câmbio, com a cotação do dólar subindo de R$5,46 para R$5,50.

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